É avistado um futuro embalado para presente, feito de passados. História, pensam que seja síntese de começo, meio e fim. O espaço do abstrato é vazio para encher de fantasias, e o espaço concreto está já cheio demais para elas...
sábado, 12 de abril de 2014
Solto e doido, feito o criador
Esses dias um amor sentou-se em frente ao meu notebook aberto, enquanto tocava alguma doidura como Raúl ou Vinícius cantado. Ele me acompanhava enquanto arrumava um pedaço da vida. Com ares de quem partia sem despedida. Entre dor de saudade pré-concebida e aconchego de nostalgia ainda-por-vir, ele deixa esse fluxo de pensamentos, um jogo de linguagem solto de doido, como só ele poderia ser. Cheios de memórias e palavras-chave, e com muito mais non-sense e coisas por descobrir.
Guardo aqui, para futuras consultas, embaçadas de saudade.
Guardo aqui, para futuras consultas, embaçadas de saudade.
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Anagrama para amar
A L. M., dedico o grande amor por Lilitcka. Do amor que não coube em carta de amor e foi eterno enquanto abstrato. São todos os que vão, e não é vão o que foi ou o que será, de nós.
É inocente da minha parte deixar as lágrimas pelo que poderá não ser. Muito já se foi e muito já é. Eu sei, sou uma criança dum sonho quase impossível e, sabemos, faz parte do encanto todo, isto.
O que ficou, para sempre ficará, abstrato enquanto memória, construção de bases frágeis e que, do ocaso não a morte. O porvir é ao mesmo tempo assustador e certo. Nos restam hojes.
É inocente da minha parte deixar as lágrimas pelo que poderá não ser. Muito já se foi e muito já é. Eu sei, sou uma criança dum sonho quase impossível e, sabemos, faz parte do encanto todo, isto.
O que ficou, para sempre ficará, abstrato enquanto memória, construção de bases frágeis e que, do ocaso não a morte. O porvir é ao mesmo tempo assustador e certo. Nos restam hojes.
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
O desconforto e os três monstrinhos
Geralmente começa com a detecção do desajustamento dos
braços e das mãos que perderam sua normal. Eles podem ser dispostos no colo do
objeto aqui percebido, no encosto da cadeira onde ele se encontra ou segurando
um cigarro que foi aceso na tentativa de dar novo sentido ao que se tornara
completamente e absurdamente estranho, de repente. O cigarro, por sua vez
quando acaba não pode ser substituído por um novo, dado que agora a garganta se
tornara seca em detrimento de tragadas intensamente carregadas do desespero do
corpo desajustado procurando ser sanado do tal objeto referido. A fala, agora
acometida pela secura da garganta, começa a ter sua necessidade repensada e a
espontaneidade que já ameaçada agora por completo já se fora. Todo o fluxo de
movimento e existência está totalmente permeado pelo raciocínio paranoide
insustentavelmente dominador.
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Santidades
Os cara vira lenda. Me poupa! Faz um monte de merda, acerta
uma ou outra. Dá um sorriso aqui e uma esmola ali. Dá uma surra pedagógica vez
em nunca, nas outras só apanha e corre. Apanha e corre. Daí um dia não consegue
correr o suficiente e morre.
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