quarta-feira, 17 de julho de 2013
segunda-feira, 17 de junho de 2013
sábado, 15 de junho de 2013
Cansamento (ou O Conto do Boto e da Para Sempre Donzela).
Há tempos que eu ensaio esta postagem. A ideia de anonimato meio que se perdeu nesse lugar e eu tenho medo de quem pode ver-me frágil desta forma. Mais uma vez.
No dia-a-dia eu me apresento (me apresento? sinto-me) cada vez menor e menor e menor. E meu pescoço puxa os músculos toda vez que levanto os olhos e arrisco deixar ereta a postura. Não consigo sentir-me confortável na presença de desconhecidos e a vontade de beber e me drogar é grande. Me drogar muito. Deitar na cama do surreal e viajar por campos para-além-mar.
Para meu azar minha loucura é contida. E eu não o faço pois não tenho coragem, pois não encontro lugar onde me sinta confortável suficiente ou desconfortável suficiente para tal procedência...
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No dia-a-dia eu me apresento (me apresento? sinto-me) cada vez menor e menor e menor. E meu pescoço puxa os músculos toda vez que levanto os olhos e arrisco deixar ereta a postura. Não consigo sentir-me confortável na presença de desconhecidos e a vontade de beber e me drogar é grande. Me drogar muito. Deitar na cama do surreal e viajar por campos para-além-mar.
Para meu azar minha loucura é contida. E eu não o faço pois não tenho coragem, pois não encontro lugar onde me sinta confortável suficiente ou desconfortável suficiente para tal procedência...
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sábado, 25 de maio de 2013
As mulheres da América do Sul ou Marcella.
O voluptuoso é assim mesmo. Cheio dos teus mistérios escondidos em dobrinhas e curvas acentuadas.
Como numa pista sinuosa, o perigo é a emocionante motivante dos passos para frente. Veloz ou vagarosamente, explorá-lo é tarefa gostosa e singular, correndo os dedos singelamente, ou movendo todo teu corpo a galopadas intensas.
O voluptuoso é extra ao ordinário, sem deixar de ser aquilo que mais se nega ser, que é ele mesmo. As curvas do rio assim o são pois do rio são, assim como as dobras da carne só se dobram pois têm (e são) carne. Como podemos viver negando o que é justamente por ser muito de si mesmo?
Prefiro o voluptuoso ao vazio. Os caminhos curvilíneos às linhas claras. Os sorrisos aos cabelos. As mulheres-mulheres (extra de si mesmas) às mulheres-imagem (estéticas da negação).
(Olhando as fotos do The Nu Project...)
Como numa pista sinuosa, o perigo é a emocionante motivante dos passos para frente. Veloz ou vagarosamente, explorá-lo é tarefa gostosa e singular, correndo os dedos singelamente, ou movendo todo teu corpo a galopadas intensas.
O voluptuoso é extra ao ordinário, sem deixar de ser aquilo que mais se nega ser, que é ele mesmo. As curvas do rio assim o são pois do rio são, assim como as dobras da carne só se dobram pois têm (e são) carne. Como podemos viver negando o que é justamente por ser muito de si mesmo?
Prefiro o voluptuoso ao vazio. Os caminhos curvilíneos às linhas claras. Os sorrisos aos cabelos. As mulheres-mulheres (extra de si mesmas) às mulheres-imagem (estéticas da negação).
(Olhando as fotos do The Nu Project...)
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