sexta-feira, 25 de setembro de 2009

É você...

"É você É você, eu sei que é. Tudo isso.
Todas essas borboletas em meu estômago, o sorriso bobo que me abre, os finais das suas frases, o começo das minhas. Todas as palavras dos meus olhos, tudo o que eu tenho à dizer, todo o meu medo, toda a minha segurança.

O ranger dos meus dentes, minha voz solta (inconscientemente), meu divagar da mente, meu aconchego, meu corta-lágrimas, minha passagem de ida pra fora daqui (e que seja por um bom tempo), meu arrepio, meu prazer, minha satisfação, minha pele, meu peito, meu carinho, meu orgasmo...

O riscar do papel, o suor do meu corpo, todos os dias da minha vida!

Tudo isso grita você, como micronadjas dançando e cantando aqui dentro de mim, em toda parte, até no meu respirar. E é por isso que eu digo: É você, é você que eu sempre quis e nem sabia, e nem esperava.

Tudo isso, toda eu... Você."

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Escrevi isso aos 5 meses de namoro. Daqui 11 dias será 1 ano e 7 meses, mas à vezes parece que o tempo parou aí, e tudo se repete. A alegria, o arrepio, o ranger.
Talvez com um pouco mais de stress (rs!), mas, principalmente, com muitas micronadjas dançantes aqui dentro de mim!
:)

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

A chuva

(subindo de volta ao cavalo. muitos tropeços, mas um dia eu chego lá!)
Ç:


"Eu e a água temos um relacionamento bem legal. Eu a adoro, e ela me faz bem.
Eu aguento tranquilamente as goteiras em casa, o papel higiênico rasgando fora do picote, o meu cabelo se mostrando competamente rebelde, e o meu nariz às vezes escorrendo.
Porque, quando eu acordo, ele não está mais entupido e eu enfim respiro fundo sem tossir.
O dia fica mais brilhante, e o mundo parece meio que de ponta cabeça, se olho por detrás de uma gota alcalina. Os passarinhos ainda cantam, mas as pombas foram se esconder. E um ou outro beja-flor mais aventurado mata a sede numa poça que se fez logo abaixo da minha janela, por causa da água corrente descendo do telhado.
A gente se aquece por entre as cobertas, nossas bocas viram chaminés das mais simpáticas, e a casa transpira, quente, viva.
O canteiro fica mais verde, as folhas tremecem a cada gota que bate nelas, dançando num ritmo tranquilo e de certa forma, aconchegante!

Quando enfim escurece, o sereno toma conta e se apossa de tudo que se diz de um outro alguém. A rua vira uma só, e é da Natureza.
E quando vou dormir é como se todos esses: o som, o cheiro, e a cor, me pusessem na cama e me dessem um beijo na testa, daqueles que penetram até o cérebro, e fazem meus pensamentos correrem mais lentamente, para uma boníssima noite de sono..."